Para mim, escrever é muito mais do que criar histórias ou preencher páginas em branco. É uma forma de organizar os pensamentos, libertar emoções e, muitas vezes, encontrar respostas que nem sabia que procurava.
Quantas vezes me senti sobrecarregada por sentimentos que não consegui expressar? Nesses momentos, pegar numa caneta ou começar a digitar foi a minha salvação. Escrever permite-me colocar em palavras aquilo que me pesa, seja uma preocupação, uma mágoa ou até um sonho que guardo em silêncio.
Não é preciso ser escritora ou sonhar em publicar um livro para usar a escrita como terapia. Bastou-me criar um espaço para mim mesma, onde pudesse escrever livremente, sem julgamentos. Por vezes é num diário, outras vezes num documento no computador ou até em pequenas notas no telemóvel. O importante foi sempre dar voz ao que está dentro de mim.
Houve momentos na minha vida em que escrever parecia ser a única forma de fazer com que tudo tivesse sentido. Através das palavras, consegui compreender sentimentos confusos e obter clareza em situações difíceis. E o melhor de tudo é que não há regras. Posso escrever cartas que nunca vou enviar, criar personagens que enfrentem meus medos ou simplesmente desabafar numa folha em branco.
Escrever também me ajuda a perceber padrões nos meus pensamentos e a olhar para eles com mais distância. É quase como conversar comigo mesma, mas de uma forma mais íntima e reveladora.
Se nunca experimentaste, desafio-te a tentar. Reserva cinco minutos do teu dia para escrever tudo o que te vier à cabeça, sem censura. Vais surpreender-te com o que pode surgir e com a sensação de nervosismo que pode trazer.
E tu, já usas-te a escrita como forma de desabafo ou autodescoberta? Adorava saber a tua experiência!
Com carinho,
M. Fernandes